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Página Inicial » BENEFICIOS E CURIOSIDADES DO CAFÉ

Benefícios do Café (fonte: ABIC)

O café possui uma série de substâncias, entre elas a cafeína, que se consumida moderadamente não traz qualquer prejuízo ao organismo. Outras substâncias importantes presentes no café são as lactonas , que atuam de forma benéfica no cérebro.


• Café e atenção – a falta de atenção numa aula, além de causar sonolência, prejudica o aprendizado. O consumo do café ativa o sistema de vigília e eleva a atenção para em torno de 90%

• Café e memória – o consumo regular de 4 xícaras de café pode aumentar a capacidade de atenção e de formação da memória.

• Café e depressão - o consumo de 4 xícaras de café diminui a incidência de depressão e suicídio na população, conforme estudo feito nos EUA em 128.934 pessoas no período de 10 anos.

• Café e tabagismo – estudos mostram que quando fumantes tomam pelo menos 4 xícaras de café de 50ml por dia o número de cigarros fumados cai pela metade.

• Café e álcool – o consumo diário de 4 xícaras de café de 50ml previne os efeitos negativos de 40g de álcool sobre o cérebro humano.

• Café e sexo - estudos nos EUA mostram que o interesse pelo sexo e pela atividade sexual é maior entre as pessoas que bebem diariamente café.



Café e Saúde

Café e composição química
O café não é só cafeína.
A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou principalmente cafeína.
Grande engano.
O café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano.
O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3 , PP ou "Pelagra Preventing" do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.


Café e dependência
O café não causa vício, mas sim um hábito saudável, como o exercício.
Uma das principais críticas das pessoas que não gostam ou que ainda possuem preconceito contra o café é de que a bebida causa dependência. Talvez seja pela água que o café possui.
Pois caso uma pessoa seja colocada numa sala com alimentos, mas sem água por uns poucos dias, ela reclamará a falta da água. E apresentará sinais de dependência da água. Boca seca, sede intensa, apatia, prostração e fraqueza são sinais iniciais da falta de água. A seguir podem surgir delírios, alucinações e alterações do comportamento. A pessoa lentamente fica confusa e perde a consciência. A seguir entra em coma e morre.
A primeira coisa que cada ser humano faz ao nascer é se tornar dependente químico. Ao respirar pela primeira vez o recém nascido torna-se dependente do oxigênio para todas as atividades bioquímicas de seu organismo. A seguir torna-se dependente químico do mais nobre dos alimentos: o leite materno. Por isto podemos ser dependentes de coisas saudáveis, como água, leite, café e exercícios (hábitos saudáveis) ou dependentes químicos de substâncias que prejudicam a saúde (vício), como o tabaco, álcool e drogas ilegais.



Café e atletas
Café, uma bebida natural, é a mais saudável para atletas.
Corredores de maratona e atletas de outras formas de exercício intenso aumentam os níveis de endorfina no cérebro, criando uma forma de auto-gratificação interna
("self-reward"). Isto faz com que o atleta treinado siga adiante ao atingir um ponto máximo de cansaço, que leva todas as pessoas sem treinamento a pararem por fadiga. Caso os atletas tomassem café diariamente durante os treinos, na dose mínima de 4 xícaras, é possível imaginar que os ácidos clorogênicos/ quinídeeos do café bloqueariam os receptores que são estimulados pelas endorfinas, peptídeos opióides cerebrais.
Isto faria com que os neurônios do cérebro aumentassem sua descarga de endorfinas para trazer o estímulo necessário para o atleta prosseguir, atingindo a auto-gratificação num nível mais alto. Atletas assim treinados, teriam um cérebro trabalhando contra uma resistência a auto-gratificação. E quando esta resistência fosse retirada, certamente este cérebro estaria com uma maior capacidade de produzir a auto-gratificação.
Deste forma, atletas treinados consumindo diariamente café, caso parassem de tomá-lo na véspera e nos dias de competição, poderiam ter sua performance aumentada de forma significativa, sem qualquer tipo de "doping ". Apenas aumentando, além da capacidade dos músculos, a capacidade do cérebro de prosseguir mais além.



Café e coração

Ao contrário do que se pensava, o consumo moderado de café pode fazer bem ao coração.
A depressão é um fator independente de risco cardiovascular para homens e estudos modernos avaliam o papel protetor de medicamentos antidepressivos e hábitos alimentares.
O consumo diário de doses moderadas (três a quatro xícaras ao dia) de café torrado adequadamente (café funcional nutracêutico) pode ser benéfico na prevenção da depressão/DCV por conter, em quantidades superiores às de cafeína (1-2%), compostos quinídeos derivados dos ácidos clorogênicos (2-4%) com ação antioxidante, além de potente ação antagonista opióide (tipo naltrexona) e efeito inibidor da recaptação de adenosina.
No passado um grande número de cardiologistas julgava que o café possuía apenas cafeína, desconhecendo que a bebida contém também maiores quantidades de sais minerais (2-4%), ácidos clorogênicos e quinídeos (2-4%), niacina ou vitamina PP (1%) além da cafeína (1-2%) e centenas de óleos voláteis responsáveis pelo aroma e sabor da bebida, característicos de cada região produtora e dos blends dos fabricantes. Na atualidade evidências científicas permitem classificar o café como uma planta funcional nutracêutica. E novos estudos estão em andamento para avaliar o possível benefício de seu consumo na prevenção da depressão, tabagismo, alcoolismo e mesmo infarto do miocárdio. Por esse motivo o médico deve mudar seu preconceito em relação ao café, o qual considera possuir apenas cafeína, mas reconhecer que talvez possa até ser recomendado a seus pacientes (além do consumo próprio) desde que em quantidades moderadas (3-4 xícaras diárias).

Uma dose diária de café poderá prevenir doença de Alzheimer

  

Uma dose diária de café poderá ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, alertou uma investigadora da Universidade de Coimbra, citando um estudo que comparou pessoas que tomaram café ao longo da vida com outras que não o fizeram.

Grupos de investigadores da universidade de Coimbra, a exemplo do que acontece em outros centros de investigação internacionais, estão empenhados em desenvolver uma pesquisa básica para perceber os mecanismos da doença neurodegenerativa, identificar alvos terapêuticos e testar compostos para avaliar se são neuroprotectores.

Os estudos têm-se direccionado especialmente para a Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que afecta no mundo 20 milhões de pessoas e em Portugal 70 mil, e que com o aumento da esperança de vida se prevê que venha a ter um crescimento acelerado.

"Esses estudos são importantes. Mostram que os próprios hábitos podem influenciar a doença de Alzheimer, como acontece com as cardiovasculares", declarou à agência Lusa Cláudia Pereira, investigadora do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra.

Um desses grupos, de que faz parte Cláudia Pereira, vem-se dedicando nos últimos anos ao estudo da doença de Alzheimer e a avaliar a influência do café na prevenção da doença, procurando, por essa via, descobrir substâncias activas para a produção de fármacos.

"Poderá eventualmente haver uma estratégia terapêutica para problemas associados à memória. Poderá ser um princípio activo de fármacos em doenças neurodegenerativas", considerou em alusão à cafeína, durante uma conferência que hoje proferiu no Museu da Ciência de Coimbra, intitulada "Quando a memória nos atraiçoa".

Para Cláudia Pereira, >"uma dose diária de café, de certo modo, retarda o surgimento da doença". Isso foi concluído pela análise comparativa de pessoas que ao longo da vida tinham o hábito de tomar café, e outras que não o integravam na sua dieta. Laboratorialmente têm-se realizado testes com cafeína em ratinhos.

A doença de Alzheimer surge geralmente a partir dos 65 anos e os doentes acabam por morrer cerca de oito anos depois, com a degradação acelerada das faculdades, de perda acentuada de memória, e também das aptidões motoras.

Estudos realizados concluíram já que a perda de neurónios ocorre muito antes de se revelar doença, referiu Cláudia Pereira, daí a importância de se perceberem os mecanismos da perda da memória. A comunicação "Quando a memória nos atraiçoa" enquadrou-se num ciclo intitulado "conversas com cientistas" a decorrer esta semana no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

Fonte

Ciência Hoje

 


 

   
 
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